terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Então assim você me usa,como os outros me usam,como eu me abuso,estrangulo todo estranho sentimento continuo contido no espaço..
Então assim você me solta,me pega,me esfrega me suja me devora me deixa pra outra hora,outro desejo,minha boca sua saliva nossas mãos os corações,o pular o pulsar o largar e todo o resto do espaço contido entre a espada que finca que fica no nosso infinito imaginário.
Então é assim,agora você me silencia faz outra hora voar,me solta mais não me deixa,aumenta e demora,deixa pra depois mas mantém a formula,reformula guarda a pausa o outro sonho o outro instante,agora você me joga me arranha,me permite querer o perdido o escondido..
Então agora é assim você não alcança minha alça,você me lança,mas dessa vez eu já não volto,to presa no espaço,to presa no que há dentro da cabeça do pensamento de nostalgia,atrás do balcão de um bar,numa escada de milhões de degraus,você não alcança mais minha alça,não puxa minha calça,não tira minha roupa,já não me coloca dentro do seu guarda roupa..

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