sábado, 10 de dezembro de 2011
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
terça-feira, 8 de novembro de 2011
sábado, 5 de novembro de 2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
domingo, 9 de outubro de 2011
minutos antes..
terça-feira, 27 de setembro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
Ontem eu a vi pela segunda vez depois de um certo tempo e acontecimentos,ontem foi mais perto ao certo,os orgãos congelaram-se,e no entanto a unica coisa que consegui fazer foi dar um breve vasto e vazio sorriso,conforme a nossa musica ali tocava,não nos tocavamos apenas olhavamos e tentavamos disfarçar algo ilusorio sobre o qual optamos..Difarçadamente resolvi me afastar,dei a ultima olhada para trás como um olhar de despedida,..por um segundo tive vontade de ir lá e dizer..um minuto,venha ao banheiro ou em qualquer lugar aonde não tenha pessoas,minhas mensagens por telepatia não chegaram eu creio,..Hey little girl! eu fui pois não soube o que fazer de imediato,creio que você tambem não,quando quiser fujir daqui..saiba que talvez aqui estarei,tarde breve ou cedo..apenas venha por sonho amor ou poesia,e peça um pouco mais de "tudo de novo.."
Mentes se desmentem
Enquanto o mundo se destraça,nós achamos graça
É absurdo ver,mas necessario saber,plantamos um buraco no coração de um fraco,algo floresce e logo se despede..
No entando as coisas acontecem,quando o tempo em aumento cresce
Necessitamos de asas,e no entanto isso nós torna indispensavél quando queremos voar,e tambem alguem para nós fazermos pousar..
Não é necessario reparar,mais sim olhar,gostariamos de deixar ,e não nos lembrar ..
Prê sentir para ver se gostariamos de sentir,
Fazer estagio no coração de alguem sem pagar pedagio..
As coisas acontecem novamente sem deixar rastros em mente..
sábado, 27 de agosto de 2011
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Parte-me a parte..
Parte de mim quer experimentar o mundo inteiro e mais um beijo,mais já a outra só quer o teu de algum jeito..
Parte de mim quer ousar,e a outra?,bem(risos)tambem..
Parte de mim quer ir embora já a outra teima em ficar..
Parte de mim.Oh grande parte se parte"
sábado, 25 de junho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
domingo, 15 de maio de 2011
quinta-feira, 12 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
Entro no quarto com o envelope na mão e tranco a porta. Vivo sozinha e, ainda assim, prefiro trancar esta porta e garantir que deixo do lado de fora o tempo, o som, toda gente, o mundo inteiro. Entra comigo apenas a aflição inevitável daqueles minutos ou horas por vir: a angustia do desconhecido que temo enfrentar.
A ausência de ti fez-se maior em mim neste dia. Na mão, trago o envelope. Somos apenas os dois nesse quarto fechado. Eu o seguro como quem tem uma arma que não sabe usar e que pode ser perigosa de repente. O envelope por si já diz quase tudo. Diz aquilo que eu posso presumir ou o que me convém presumir. Nada tão intenso comparado a essa tortura dos instantes antes de eu começar a ler e reler a verdade pura ou, talvez, arquitetada que ali se encontra. Haverá uma vida inteira pela frente sem que eu jamais saiba se é uma coisa ou outra. E o que importa? A verdade sempre será relativa do ponto de vista do outro que a vê e de nós mesmos intimamente.
Deito na cama, deixo o envelope ao meu lado. Que ele repouse e que eu repouse também. Olho-o com delicadeza como se eu olhasse a ti com a cabeça inclinada no travesseiro, o rosto virado pro meu, um semblante adormecido, tua respiração grave e ritmada como costumava ser. Passo os dedos pelo envelope. Parece um gesto de afeição. Não é. Existe a tímida tentativa em abri-lo de uma vez. Espalmo minha mão sobre ele, tenho os dedos bem esticados e depois começo a encolhê-los como se fosse amassá-lo. Paro. Não é um pedaço de papel que eu toco, é a minha própria vida, eu sei, ou a idéia que tenho dela, do que ela é, do que vai ser depois que eu abrir esse envelope, abrir a porta desse quarto e sair.
Quero sentir seu cheiro como a mulher que abre a tampa de uma panela esquecida no fogão da noite pro dia para certificar-se se algo azedou e se, por acaso, tenha mesmo azedado, lamenta a perda irreparável do que foi preparado com tanto trabalho. O odor do envelope pousado sobre o travesseiro não me revela nada e nem poderia. Faz tanto tempo que nem mesmo lembro-me do cheiro da tua pele. Não restou nada seu por aqui, somente os meus porquês que podem hoje encontrar respostas dentro deste envelope diante de mim.
Não há como continuar me consumindo nesta excitação de reter as palavras prontas a serem libertas. Ai de mim que ousei ser, um dia, livre por elas! Não tê-las era o que me aprisionava e quando as tenho, permaneço mais cativa dessa solidão que me causaste.
Coloco-me de bruços, viro o rosto pro outro lado. Tento fugir. Respiro fundo e me vem à cabeça a ideia de pegar o isqueiro na gaveta e incendiar o envelope na cuia de argila sobre a escrivaninha. Fazer o ritual do fim ou o ritual de um novo começo, quem sabe. Percebo-me exausta e quando penso em dormir, surgem as estúpidas indagações. Era para eu ter aberto aquele envelope assim que o peguei. Por que não o fiz? Encontro-me surpreendida pela covardia que se fez maior do que minha vontade. No momento em que você decidiu falar, eu preferi torná-lo mudo.
Sou frágil neste quarto onde me isolo, contudo estou certa de que aquele que não se reconhece fraco por um instante que seja nada entende de fortaleza. Não conhece a minha dor nem mesmo o meu amor aquele que não me olha nos olhos quando fala.
Adormeço e quando acordo não tenho noção das horas passadas. Eu tranquei o tempo lá fora. Estendo o braço pra trás e procuro o envelope apalpando o travesseiro. Deitada, abro-o com tranquilidade. É a tua letra, são tuas palavras em sentenças breves e longas. É você depois de dias, meses, estações do ano. As frases vão sendo libertas. Posso ler uma a uma. Elas sobrevoam minha cama e o quarto inteiro. Parecem agitadas, sobem até o teto, descem em ondulações, esbarram umas nas outras e nas paredes também. Entrelaçam-se, movem-se ligeiras. Meus olhos se confundem com elas. Corro para janela e algumas se enroscam em meus cabelos, umas querem me perfurar o crânio, outras tentam como flechas acertarem meu peito ou entrarem pela minha boca. Hesito. Fujo. Abro as cortinas e a claridade invade o lugar. As frases parecem mais perturbadas com a luz. Abro a janela e elas fogem, voam de pressa para fora e as vejo partir. Aos poucos, me acalmo. Não saio dali até ver a última desaparecer do alcance de minha visão atenta. Pronto, foram-se.
Vai demorar um pouco para eu compreender a totalidade do que me disseram, para digeri-las como me convém. Não tenho pressa. Não faz diferença. Há algo de alívio pairando ao meu redor. Um ar fresco vai chegando. Destranco a porta. O tempo, o som, toda gente e o mundo inteiro entram por ela meio desequilibrados, tropeçando sem jeito como se estivessem todos debruçados a me espreitarem, pegos de surpresa. Deixo que fiquem à vontade. Entrem! A vida retoma seu ciclo.
Eu… eu continuo sozinha e guardo boa parte daquelas palavras. Agora… agora, eu continuo sozinha mas de uma maneira diferente.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Deixo,mas nao me deixo .. Apenas esqueço,mas me volto,volto e digo Esqueça!Tudo o que o nada proporcionou.
Afago ou afogo e penso nada alem do que deixo pra traz..
Arrumo as malas para ir aonde nem ao menos sei chegar.Vou mas volto!
Volto e lembro de tudo o que deixei..
Mas..Afogo o afago e me despeço de todo o tipo de lembrança..!(nml)
sexta-feira, 22 de abril de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Mas ainda temos a visão da janela do meu quarto.!
Então apenas se enconste de leve,em meu ombro..
Podemos não saber de tudo
Mas ainda saberemos o suficiente para mim e para você..
Espero que isso baste!
Você saira uma hora ou outra,
Desse quarto por sombras noturnas de efeitos em sépia..
Você vai querer ver o mundo que você via ..
O que nós viamos pela a janela do meu quarto..
Você pode se assustar.
O mundo não é sépia nem beijos doces..
e você pode querer voltar,
A janela estará no mesmo lugar,E a vista?nunca mudará
Então apenas lembre-se..
Podemos não ter a visão do mundo!,
mas ainda temos a visão da janela do meu quarto!(Nádia M. Lemos)
